
Que a vida de músico não é moleza, muita gente sabe, recentemente 37 deles foram demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O deputado carioca Marcelo Freixo (PSOL), em sua manifestação de apoio aos que perderam emprego e foram para o olho da rua, disse que eles sofreram arbitrariedade da Fundação da Orquestra Sinfônica Brasileira. " Esse processo é Ilegal, imoral, desrespeitoso e caminha na contramão de uma sociedade minimamente democrática. Trata-se de um ato abusivo, ainda mais deferido por meio de telegrama e para uma profissional que é presidente do sindicato da categoria (Débora Cheyne). Esse fatos é inaceitável", dise o parlamentar. Falta respeito a essa classe de trabalhadores Músicos que tocam na noite recebem mal. quando não são vítimas de calote. Para piorar, em São Paulo, profissionais estão tendo de driblar o ' rapa ' como os camelôs pelas ruas. O guitarrista Rafael Pio, de 30 anos, contou à folha de S. Paulo nesta semana que foi abordado por PMs em frente ao Center 3, na Av. Paulista, em dezembro passado, Pio diz que teve a guitarra e o amplificador apreendidos e ainda recebeu multa de R$ 490,00.
Se não bastasse, por ter protestado e ter dito que estava apenas tentando viver de música, os policiais o levaram para a delegacia. Músicos como ele, que vivem da rua, faturam em média R$ 40,00 com doações ou venda de CDs, tentando viver de arte. O problema. segundo eles, é que estão entrando no bolo e sendo equiparados ao combate à pirataria e ao comércio ilegal de camelôs. Não há distinção entre uma coisa e outra por quem combate as ilegalidades.
Problema não é novo. Um fórum na página Samba e Choro mostra que não são poucos os que sofrem humilhações e falta de compreensão por tocar músicas nas ruas de São Paulo. Um deles conta que estava tocando parte das Bachianas Brasileiras nº 5 de Heitor Villa Lobos, também na região da Paulista, quando foi insultado pelo dono de uma livraria. Mas o músico diz que não se intimidou, continuou tocando. O empresário, então, recuou e saiu vaiado por cerca de 50 pessoas. A intolerância, neste caso perdeu, Viva o músico Brasileiro.
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